Eu te amaria ainda que tu não existisses.
Sem jamais tê-lo conhecido, eu ousaria.
Amaria ainda que distante
E ainda que breve.
Porque basta ao amor a fantasia
E à ausência, qualquer ilusão se serve.
Eu te amaria de certo,
Mesmo que por toda uma vida ausente.
Porque por toda uma vida eu te amaria:
Ainda que deserto.
Ainda que doente.
muito bem escrito o texto
eu queria ser o vento, neste momento.
ir e voltar onipresente,
estar, mas não estar.
quisera ser o vento para observar tudo ausente.
passar, e nada deixar,
viajar metros por segundo,
conhecer o mundo e ninguém.
queria ser o vento,
e te prover um arrepio
te trazer todo dia, o cheiro de uma nova flor,
um sopro no calor.
passar a vida sem parar ou esperar nada,
por isso vivo como o vento…
de brisa à furacão,
vou ao fim do mundo e faço a curva!
queria te propagar em todo lugar, como som,
como te propaga em mim, o meu próprio coração, anos sem cessar,
mesmo que errante, como um delírio, como sonhar e acordar derepente
uma ausência pulsante, que:
se tento segurar, ela foge, dança ao meu redor, assovia e se vai.
se fosse eu o vento, todo dia eu passaria por você. pra te ver.
levar comigo teu perfume
ou mesmo o cheiro do teu shampoo.
qualquer coisa tua, que durasse toda a viagem até o fim do mundo:
ida à partir de você, e de volta até você, em todas as direções da rosa.
é nessa vida de vento que sigo te amando como se fosse desde ontem.
e que tudo se tornou indiferente, desde que te perdí de vista.